PASSO A PASSO DO DESENVOLVIMENTO INFANTIL
Estimulando o desenvolvimento de zero a dois meses

    Todo bebê, desde o nascimento, tem a capacidade de ver, ouvir, cheirar e sentir o mundo que o envolve. Todos as sensações provenientes do meio em que vive são fundamentais para o desenvolvimento e o amadurecimento de seu sistema nervoso, o que equivale a dizer de sua inteligência.

    Muitos pais, por não conhecerem o princípio básico do desenvolvimento infantil, deixam de propiciar, durante a primeira infância, uma vida rica em vivências e experiências, dificultando, sem querer, a utilização plena de todo o potencial intelectual da criança. É um dos maiores erros que podem existir na educação, uma vez que é durante os primeiros anos de vida que o cérebro estabelece, de maneira definitiva, como e com quais recursos vai dirigir o seu funcionamento.

    A falta de adequada estimulação durante a primeira infância é uma das principais causas de insucesso escolar, o que compromete, irremediavelmente, todo o futuro profissional e social do indivíduo.

    Pensando em contornar o problema, delineio alguns princípios básicos para melhorar a qualidade do relacionamento entre os pais e o bebê, visando à estimulação do desenvolvimento neurológico, afetivo, intelectual e social, durante a primeira infância.

    1. Converse com seu filho.

    Crie o hábito de conversar com a criança sempre que estiver acordada. Cantarole durante o banho. Brinque durante as trocas de roupas e de fraldas. Durante os afazeres domésticos, deixe o bebê por perto e converse com ele a respeitos das coisas do dia-a-dia. Leve a criança para escutar a sua conversa com os amigos e vizinhos. Não acostume a criança a ficar sozinha no berço. O cérebro precisa do estímulo auditivo para desenvolver-se e aprender a utilizar a linguagem. Fale devagar, calmamente, e repita bastante as mesmas palavras, para que se habitue a reconhecer os sons.

    2. Estimule seus movimentos.

    Não prenda as pernas e os braços do bebê com faixas, mantas e roupas apertadas. Desde o primeiro dia de vida, utilize roupas e agasalhos que lhe permitam movimentos livres. Movimente-lhe você mesmo, de maneira delicada, os braços e pernas. Deixe que a criança lhe toque o rosto e os objetos e brinquedos que a cercam. No início, não terá coordenação para fazer isto sozinha mas, se você ajudar, logo estará aprendendo.

    3. Ajude seu filho a ver o mundo.

    Quando estiver acordado, segure-o em posição elevada, com as costas para você, e mostre-lhe de perto os objetos, os brinquedos, as pessoas da casa. Apresente-lhe brinquedos coloridos ou luminosos e movimente-os, para que ele possa acompanhá-los com o olhar e a cabeça. Lembre-se de que os bebês não conseguem enxergar de longe e habitue-se a aproximá-lo das coisas.

    4. Passeie com ele.

Não restrinja o mundo de seu filho a um quarto dentro de casa. Passeie com ele por outros ambientes. Se o tempo estiver bom, saia com ele para as pequenas compras. Leve-o às casas dos parentes e amigos. Passeie pelas ruas, por praças, parques e jardins. Durante o passeio, demonstre alegria e fale o nome das coisas em que estiver demonstrando interesse. Repita o passeio sempre que puder. Ele vai gostar de reconhecer as coisas e os locais por onde esteve anteriormente.

    5. Modifique a postura do bebê.

Não acostume a criança a ficar deitada em apenas uma posição. Coloque-a de costas, de bruços, de lado, sentada, de pé, estimulando-a a perceber as diferentes possibilidades de relacionamento corporal com o mundo.

    6. Acaricie seu filho.

Afague, delicada e lentamente, todas as partes do corpo do bebê. Aperte suavemente os dedos dos pés e das mãos, enquanto conversa ou cantarola carinhosamente. Isto vai ajudá-lo a perceber melhor o próprio corpo e aprender a controlar os movimentos.

    7. Olhe nos olhos

    Acostume seu filho com este tipo de contato visual desde o nascimento. A expressão facial da pessoa é muito rica em informações de caráter emocional, e o reconhecimento das informações é tão importante quanto o reconhecimento da mensagem verbal. O desenvolvimento psicológico da criança depende muito de sua capacidade de interpretar as mensagens não-verbais emitidas pelos familiares.